Fernanda Marques
O estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento – coordenado pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – está sendo realizado em sete países da América Latina e do Caribe. O objetivo geral era avaliar as condições de vida e saúde das pessoas com mais de 60 anos de idade. No Brasil, os dados foram coletados na cidade de São Paulo, onde mais de 2 mil idosos (ou seus cuidadores) foram entrevistados. Essas entrevistas revelaram, entre outros aspectos, que a incontinência urinária – um dos “gigantes da geriatria”, por suas consequências negativas na qualidade de vida – atinge 16,5% dos idosos na faixa etária entre 60 e 74 anos e 33,3% daqueles acima dos 75 anos. Idade mais avançada e sexo feminino são alguns dos fatores associados ao problema. Os resultados são apresentados em artigo da edição de agosto da revista Cadernos de Saúde Pública, periódico científico da Fiocruz.
Os números da pesquisa revelam que as condições gerais de vida e saúde estão associadas à incontinência urinária. Entre os idosos com 75 anos ou mais que consideravam boa a própria saúde, a prevalência de incontinência urinária foi de 22,5%. Já entre aqueles que avaliaram sua saúde como regular ou ruim, a prevalência do problema chegou a 41,5%. Resultado similar foi observado quando se analisou a capacidade dos idosos de executarem tarefas cotidianas. Entre os entrevistados que relataram dificuldades na realização dessas atividades, o risco de ter incontinência urinária foi duas vezes maior.
Depressão, derrame, diabetes e obesidade são outros fatores de risco associados à incontinência urinária. De acordo com o artigo, idosos com depressão moderada a grave apresentaram 2,5 vezes mais chance de incontinência urinária, enquanto o fato de já ter sofrido um derrame ou ser diabético multiplicava o risco do problema por 1,69 e 1,56, respectivamente. “Uma redução de peso de 5% a 10% tem eficácia similar a outros tratamentos não cirúrgicos e pode ser considerada como um tratamento de primeira linha para a incontinência urinária”, diz o artigo, assinado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Estadual de Prevenção e Tratamento de Disfunções Miccionais de Jaú (SP).
Os autores destacam que já existem no Brasil em torno de 17,6 milhões de pessoas com mais de 60 anos. As estimativas apontam que até 2025 a população idosa em alguns países da América Latina e do Caribe será três vezes maior do que era em 1980 – cenário que impõe desafios sociais e de saúde pública aos países. “O conhecimento dos fatores de risco torna possível desenvolver estratégias de prevenção e políticas de assistência mais adequadas, de modo a permitir que as pessoas envelheçam com melhor qualidade de vida”, recomendam os pesquisadores no artigo.
Para ler a íntegra do artigo, clique aqui
Publicado em 22/09/2009.
Notícias
Agencia Fiocruz de Noticias
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Pasteur Medicina Diagnóstica lança programa voltado para idosos
16/09
Márcia Lopes
BRASILIA - DF
A partir deste mês, clientes acima de 60 anos terão acesso a descontos e serviços diferenciados.
Na próxima quinta-feira, 17, o Pasteur apresenta mais um serviço exclusivo para a comunidade do Distrito Federal: o Pasteur Melhor Idade. A série de vantagens é voltada para clientes com mais de 60 anos e o lançamento será durante uma ação aberta para o público no Parque da Cidade, em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC/DF).
Para ter acesso ao programa, basta que o usuário solicite o seu cartão de vantagens em qualquer unidade da marca. O Cartão Pasteur Melhor Idade permitirá ao idoso ter benefícios como a realização de exames com preços ainda menores do que o Pasteur Popular; transporte à unidade para realização de exames de imagem; coleta domiciliar para exames laboratoriais; e em breve uma rede de parceiros credenciados para oferecer conveniências como descontos em farmácias, convênios com clínicas médicas, lazer e etc.
Para o gestor de negócios do Pasteur, Rui Nunes, o projeto permite ao laboratório suprir as necessidades dessa faixa da população e, ao mesmo, se afirmar como uma empresa socialmente responsável. “Vamos oferecer o que há de mais moderno em tecnologia de diagnóstico, com precisão certificada e, acima de tudo, com custo bem menor”.
Além de conhecer um pouco mais sobre o Pasteur Melhor Idade, quem for ao Parque da Cidade participará também de atividades recreativas, como caminhada e alongamento, oferecidos pelo Sesc. O Pasteur fará ainda entrega de camisetas, testes de audiometria, aferição de pressão, medição de glicose e colesterol, tudo de graça.
Uma das maiores redes de medicina diagnóstica de Brasília com 33 anos de atuação, o Pasteur possui mais de 200 colaboradores e 36 unidades na capital e região. Com o objetivo de buscar continuamente a inovação, a marca criou o conceito de atendimento integrado, que disponibilizam mais de três mil exames de análises clínicas, diagnósticos por imagem e métodos gráficos em cardiologia, no mesmo local, além de introduzir em Brasília soluções como a cápsula endoscópica e o mais moderno equipamento de ressonância magnética da região. Para conceder exames de qualidade a todas as classes sociais, a marca criou o programa Pasteur Popular , que leva exames diagnósticos com o menor preço do mercado. O projeto está presente nas todas as unidades do Pasteur no Distrito Federal . O Pasteur faz parte da DASA, maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina e quinta maior no mundo. Para mais informações: www.pasteur-df.com.br .
A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados – Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.
*Informações atualizadas em maio de 2009.
Serviço:
Lançamento do Pasteur Melhor Idade
Data: 17/09/2009
Horário: a partir das 8h30
Local: Parque da Cidade – ao lado da administração.
Todas as atividades são gratuitas.
sábado, 25 de julho de 2009
DIA 26 SE COMEMORA O DIA DA VOVÓ
Não poderia deixar de homenagear a todas as avós do mundo. Trabalho com idosos e sei o quanto eles são necessitam de carinhho, amparo, felicidade, uma palavra amiga e amor.
Parabéns avós pelo seus dia, 26 de julho de 2009.
Minha mãe é uma das minhas homenageadas, ela fará 84 anos e é uma super avó. Meu filho o ama e seus netos e bisnetos também.
Deixo para minha mãe essa homenagem pelo dia da avó e mais uma vez para todas as avós do planeta.
FAMÍLIA QUEIRÓZ COM A MÃE QUE É TAMBÉM AVÓ
A homenagem do Blog e da Shirlei, aos idosos que ela tanto os consideram e que lhes acompam sempre.
FELIZ DIA DAS AVÓS
Parabéns avós pelo seus dia, 26 de julho de 2009.
Minha mãe é uma das minhas homenageadas, ela fará 84 anos e é uma super avó. Meu filho o ama e seus netos e bisnetos também.
Deixo para minha mãe essa homenagem pelo dia da avó e mais uma vez para todas as avós do planeta.
FAMÍLIA QUEIRÓZ COM A MÃE QUE É TAMBÉM AVÓ
A homenagem do Blog e da Shirlei, aos idosos que ela tanto os consideram e que lhes acompam sempre.
FELIZ DIA DAS AVÓS
sábado, 11 de julho de 2009
Tai Chi Chuan: envelhecendo de bem com a vida
Tai Chi Chuan: envelhecendo de bem com a vida
Prática da milenar arte chinesa traz benefícios para o idoso
O processo de envelhecimento humano traz consigo inúmeras alterações já bastante conhecidas: a altura diminui, os braços e pernas ficam mais finos pela perda de água intracelular e de massa muscular, o diâmetro da pelve aumenta. Há uma redução das capacidades funcionais dos órgãos, os movimentos ficam mais difíceis, a respiração também, a pressão sanguínea aumenta, há alterações digestórias.
Por outro lado, a ONU estima que a expectativa de vida vai subir dos 68 anos atuais para 76 anos até 2050. Nos países ricos subirá de 77 anos para 83.
Já que viveremos mais, por que não viver melhor e de bem com a vida? Uma das formas de fazer isso é praticar exercícios físicos, dentre eles um dos mais adaptáveis a qualquer idade e condição do praticante: o milenarmente conhecido Tai Chi Chuan.
Para o idoso, os movimentos ao mesmo tempo lentos, suaves, mas vigorosos do Tai Chi melhoram a flexibilidade das articulações e dão firmeza aos braços e pernas, auxiliando na questão do equilíbrio, reduzindo o risco de quedas, e, consequentemente, de fraturas. Concentração, respiração, pressão arterial, memória, artrite e artrose também tem efeitos positivos com a prática.
Marina Hiroko Hasegawa, 62 anos, pratica Tai Chi Chuan há dois anos com a Professora Valéria Sanchez, no Espaço Interação Corporal. Diz ela: “Depois que comecei a praticar, notei uma melhora nos meus joelhos, pois tenho problemas de degeneração nos meniscos. Os músculos ficaram mais fortes, dando mais sustentação aos joelhos. Por causa disso, as dores que eu sentia diminuíram.” Num caso como esse o Tai Chi - por não gerar impacto nas articulações, ao contrário de outros exercícios convencionais - é uma das poucas atividades recomendadas.
Além dos benefícios físicos, o Tai Chi promove novos relacionamentos e evita o isolamento do idoso do mundo e da sociedade, pois normalmente é praticado em grupos. “A prática do Tai Chi Chuan me ajudou a conhecer muitas pessoas, com as quais tenho bom relacionamento, inclusive fora dos períodos de aula.”, atesta Marina.
Ver a pauta completa no arquivo .doc anexo.
---------------------------------------------------------------
Profa. Valéria Sanchez
(11) 3862-5762valeria@interacaocorporal.com.br
www.interacaocorporal.com.br
www.sammas.com.br
Informações para Imprensa
Agência de Comunicação: Presença Propaganda
Camila Mello – imprensa@presenca.com.br
Tels.: (11) 3872-0173 e 3872-4818
Prática da milenar arte chinesa traz benefícios para o idoso
O processo de envelhecimento humano traz consigo inúmeras alterações já bastante conhecidas: a altura diminui, os braços e pernas ficam mais finos pela perda de água intracelular e de massa muscular, o diâmetro da pelve aumenta. Há uma redução das capacidades funcionais dos órgãos, os movimentos ficam mais difíceis, a respiração também, a pressão sanguínea aumenta, há alterações digestórias.
Por outro lado, a ONU estima que a expectativa de vida vai subir dos 68 anos atuais para 76 anos até 2050. Nos países ricos subirá de 77 anos para 83.
Já que viveremos mais, por que não viver melhor e de bem com a vida? Uma das formas de fazer isso é praticar exercícios físicos, dentre eles um dos mais adaptáveis a qualquer idade e condição do praticante: o milenarmente conhecido Tai Chi Chuan.
Para o idoso, os movimentos ao mesmo tempo lentos, suaves, mas vigorosos do Tai Chi melhoram a flexibilidade das articulações e dão firmeza aos braços e pernas, auxiliando na questão do equilíbrio, reduzindo o risco de quedas, e, consequentemente, de fraturas. Concentração, respiração, pressão arterial, memória, artrite e artrose também tem efeitos positivos com a prática.
Marina Hiroko Hasegawa, 62 anos, pratica Tai Chi Chuan há dois anos com a Professora Valéria Sanchez, no Espaço Interação Corporal. Diz ela: “Depois que comecei a praticar, notei uma melhora nos meus joelhos, pois tenho problemas de degeneração nos meniscos. Os músculos ficaram mais fortes, dando mais sustentação aos joelhos. Por causa disso, as dores que eu sentia diminuíram.” Num caso como esse o Tai Chi - por não gerar impacto nas articulações, ao contrário de outros exercícios convencionais - é uma das poucas atividades recomendadas.
Além dos benefícios físicos, o Tai Chi promove novos relacionamentos e evita o isolamento do idoso do mundo e da sociedade, pois normalmente é praticado em grupos. “A prática do Tai Chi Chuan me ajudou a conhecer muitas pessoas, com as quais tenho bom relacionamento, inclusive fora dos períodos de aula.”, atesta Marina.
Ver a pauta completa no arquivo .doc anexo.
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Profa. Valéria Sanchez
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Mais perto da longevidade
Mais perto da longevidade
Estudos mostram eficácia de remédio e dieta de restrição calórica no aumento da expectativa de vida
Dois estudos norte-americanos independentes apontam a ingestão de uma substância derivada de bactérias e a adoção de uma dieta com redução de 30% de calorias como alternativas para futuros tratamentos para retardar o envelhecimento (foto: Mr. Ullmi / Flickr).
Dois estudos independentes dão passos importantes rumo ao desenvolvimento de terapias que retardem o envelhecimento em seres humanos – e assim nos aproximem da tão desejada longevidade. Uma substância derivada de bactérias se mostrou eficiente no prolongamento da vida de camundongos, e o mesmo resultado foi alcançado em macacos submetidos a uma dieta de restrição calórica.
Embora não tenham relação entre si, os estudos – publicados esta semana na Nature e na Science – possuem semelhanças além do objetivo comum de prolongar a vida em mamíferos. A substância testada pelo estudo da Nature – um composto chamado rapamycin – age sobre uma proteína responsável pelo envelhecimento das células, e há evidências de que a dieta de restrição calórica iniba a produção dessa mesma proteína.
A pesquisa publicada na Nature é parte de um programa do Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, em parceria com mais dois laboratórios norte-americanos. A equipe acompanhou os efeitos da ingestão de cápsulas de rapamycin simultaneamente em camundongos desses três laboratórios a partir do 600º dia de vida dos animais – o que equivale a aproximadamente 60 anos em humanos.
Envelhecimento mais lento
Até então, o rapamycin era usado para prevenir a rejeição de órgãos transplantados, além de ter mostrado eficiência no prolongamento da vida em invertebrados. No caso dos camundongos, não foi diferente: aqueles cuja dieta incluía cápsulas de rapamycin tiveram sua expectativa de vida a partir de 600 dias de idade aumentada em 28% para fêmeas e 38% para machos.
“Acreditamos que essa é a primeira evidência convincente de que o processo de envelhecimento pode ser retardado e a média de vida aumentada por meio da utilização de uma droga a partir de uma idade avançada”, declarou à imprensa Randy Strong, farmacólogo da NIA e coautor do artigo.
Segundo os autores, é especialmente interessante que o rapamycin tenha se mostrado efetivo em camundongos mais velhos. Esse resultado seria relevante em situações clínicas, nas quais “a eficácia de intervenções antienvelhecimento seria particularmente difícil de ser testada em voluntários mais jovens”.
Dieta antienvelhecimento
O outro artigo, publicado na Science por uma equipe norte-americana, testou uma dieta de restrição calórica em macacos rhesus. Dietas desse tipo já haviam se mostrado eficientes no retardamento do envelhecimento em camundongos e invertebrados, mas esta foi a primeira vez que os testes foram feitos em primatas.
Macacos alimentados com uma dieta de restrição calórica (à esquerda) sofreram menos os efeitos do envelhecimento – como incidência de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e perda de massa cerebral – do que os animais com alimentação normal (à direita). Foto: Jeff Miller/ University of Wisconsin-Madison University Communications).
O experimento durou 20 anos, durante os quais foram acompanhados 76 macacos adultos – metade alimentada de forma livre e outra metade com uma dieta de redução de 30% das calorias. Enquanto 50% dos macacos alimentados livremente sobrevivem até hoje, 80% daqueles sob restrição calórica ainda estão vivos. O animal mais velho desse último grupo já tem 29 anos, enquanto a média de vida dos macacos rhesus em cativeiro é de 27 anos.
Além da incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes ter sido menor nos macacos sob dieta, o cérebro destes também se mantiveram mais saudáveis. “A perda de massa cerebral que ocorre com o envelhecimento foi bastante atenuada em várias regiões dos cérebros dos macacos sob dieta”, explica um dos autores do artigo, o professor de medicina Richard Weindruch, da Universidade de Wisconsin (EUA).
“O estudo mostra que restrição calórica retarda o processo de envelhecimento em uma espécie intimamente relacionada aos seres humanos”, afirma à CH On-line o autor principal do artigo, Ricki Colman, também da Universidade de Wisconsin. “Por isso, essa dieta provavelmente terá um efeito benéfico também em pessoas.”
Remédio ou dieta?
Embora os efeitos do rapamycin tenham se mostrado semelhantes àqueles provocados pela dieta de restrição calórica e provavelmente atuem sobre a mesma proteína, os autores do estudo da Nature descartam uma relação mais próxima entre os dois métodos.
Eles afirmam que, pelo fato de o rapamycin aumentar a expectativa de vida mesmo se iniciado na velhice e pela ausência de mudanças de peso nos camundongos, não se pode tratar os dois resultados de forma tão semelhante. “Na maioria dos casos, as dietas de restrição calórica produzem pouco ou nenhum benefício se iniciadas após os 550 dias de vida [dos camundongos]”, dizem no artigo.
Apesar das diferenças entre os métodos, tanto o rapamycin quanto a dieta menos calórica apresentam-se como alternativas interessantes para futuros tratamentos para longevidade. “Identificamos um potencial alvo terapêutico para o desenvolvimento de drogas para a prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento”, complementa Randy Strong.
Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line
09/07/2009
Estudos mostram eficácia de remédio e dieta de restrição calórica no aumento da expectativa de vida
Dois estudos norte-americanos independentes apontam a ingestão de uma substância derivada de bactérias e a adoção de uma dieta com redução de 30% de calorias como alternativas para futuros tratamentos para retardar o envelhecimento (foto: Mr. Ullmi / Flickr).
Dois estudos independentes dão passos importantes rumo ao desenvolvimento de terapias que retardem o envelhecimento em seres humanos – e assim nos aproximem da tão desejada longevidade. Uma substância derivada de bactérias se mostrou eficiente no prolongamento da vida de camundongos, e o mesmo resultado foi alcançado em macacos submetidos a uma dieta de restrição calórica.
Embora não tenham relação entre si, os estudos – publicados esta semana na Nature e na Science – possuem semelhanças além do objetivo comum de prolongar a vida em mamíferos. A substância testada pelo estudo da Nature – um composto chamado rapamycin – age sobre uma proteína responsável pelo envelhecimento das células, e há evidências de que a dieta de restrição calórica iniba a produção dessa mesma proteína.
A pesquisa publicada na Nature é parte de um programa do Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, em parceria com mais dois laboratórios norte-americanos. A equipe acompanhou os efeitos da ingestão de cápsulas de rapamycin simultaneamente em camundongos desses três laboratórios a partir do 600º dia de vida dos animais – o que equivale a aproximadamente 60 anos em humanos.
Envelhecimento mais lento
Até então, o rapamycin era usado para prevenir a rejeição de órgãos transplantados, além de ter mostrado eficiência no prolongamento da vida em invertebrados. No caso dos camundongos, não foi diferente: aqueles cuja dieta incluía cápsulas de rapamycin tiveram sua expectativa de vida a partir de 600 dias de idade aumentada em 28% para fêmeas e 38% para machos.
“Acreditamos que essa é a primeira evidência convincente de que o processo de envelhecimento pode ser retardado e a média de vida aumentada por meio da utilização de uma droga a partir de uma idade avançada”, declarou à imprensa Randy Strong, farmacólogo da NIA e coautor do artigo.
Segundo os autores, é especialmente interessante que o rapamycin tenha se mostrado efetivo em camundongos mais velhos. Esse resultado seria relevante em situações clínicas, nas quais “a eficácia de intervenções antienvelhecimento seria particularmente difícil de ser testada em voluntários mais jovens”.
Dieta antienvelhecimento
O outro artigo, publicado na Science por uma equipe norte-americana, testou uma dieta de restrição calórica em macacos rhesus. Dietas desse tipo já haviam se mostrado eficientes no retardamento do envelhecimento em camundongos e invertebrados, mas esta foi a primeira vez que os testes foram feitos em primatas.
Macacos alimentados com uma dieta de restrição calórica (à esquerda) sofreram menos os efeitos do envelhecimento – como incidência de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e perda de massa cerebral – do que os animais com alimentação normal (à direita). Foto: Jeff Miller/ University of Wisconsin-Madison University Communications).
O experimento durou 20 anos, durante os quais foram acompanhados 76 macacos adultos – metade alimentada de forma livre e outra metade com uma dieta de redução de 30% das calorias. Enquanto 50% dos macacos alimentados livremente sobrevivem até hoje, 80% daqueles sob restrição calórica ainda estão vivos. O animal mais velho desse último grupo já tem 29 anos, enquanto a média de vida dos macacos rhesus em cativeiro é de 27 anos.
Além da incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes ter sido menor nos macacos sob dieta, o cérebro destes também se mantiveram mais saudáveis. “A perda de massa cerebral que ocorre com o envelhecimento foi bastante atenuada em várias regiões dos cérebros dos macacos sob dieta”, explica um dos autores do artigo, o professor de medicina Richard Weindruch, da Universidade de Wisconsin (EUA).
“O estudo mostra que restrição calórica retarda o processo de envelhecimento em uma espécie intimamente relacionada aos seres humanos”, afirma à CH On-line o autor principal do artigo, Ricki Colman, também da Universidade de Wisconsin. “Por isso, essa dieta provavelmente terá um efeito benéfico também em pessoas.”
Remédio ou dieta?
Embora os efeitos do rapamycin tenham se mostrado semelhantes àqueles provocados pela dieta de restrição calórica e provavelmente atuem sobre a mesma proteína, os autores do estudo da Nature descartam uma relação mais próxima entre os dois métodos.
Eles afirmam que, pelo fato de o rapamycin aumentar a expectativa de vida mesmo se iniciado na velhice e pela ausência de mudanças de peso nos camundongos, não se pode tratar os dois resultados de forma tão semelhante. “Na maioria dos casos, as dietas de restrição calórica produzem pouco ou nenhum benefício se iniciadas após os 550 dias de vida [dos camundongos]”, dizem no artigo.
Apesar das diferenças entre os métodos, tanto o rapamycin quanto a dieta menos calórica apresentam-se como alternativas interessantes para futuros tratamentos para longevidade. “Identificamos um potencial alvo terapêutico para o desenvolvimento de drogas para a prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento”, complementa Randy Strong.
Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line
09/07/2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Violência contra o idoso: mais de mil queixas registradas em 5 meses
Redação CORREIO DA BAHIA (BAHIA 15.06.2009)
Nesta segunda-feira (15) acontece o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, mas os números mostram que ainda não há muito o que comemorar. Na Bahia, nos últimos cinco meses foram registradas mais de 8 mil queixas de violência na Delegacia de Atendimento ao Idoso (Deati).
Para chamar atenção para esse problema, o Conselho Estadual do Idoso (CEI) promove uma caminhada da Casa do Aposentado, na Mouraria, até a Praça Municipal nesta manhã.
De acordo com dados da Deati, a maioria das ameaças, agressões físicas, maus-tratos e abandono são praticados por pessoas próximas aos idosos como filhos, netos, cônjuges e vizinhos.
Dados do órgão, referentes aos meses de janeiro a maio de 2009, mostram que foram registradas 251 queixas por violação do Estatuto do Idoso, 154 por ameaça, 73 por lesão corporal, entre outros crimes como furto simples, cárcere privado e estelionato.
De acordo com o investigador da Deati, Geraldo Reis, em 90% dos casos é o próprio idoso quem se dirige à Delegacia para fazer a denúncia, mas há situações em que as denúncias recebidas pela Procuradoria do Ministério Público ou são feitas pelo telefone através de dique-denúncia da Deati e do Sistema de Inteligência da Polícia.
No entanto, com freqüência, o idoso se cala em defesa do agressor (filho, filha, neto, neta, entre outros) e muitas vezes, a cadeia de abusos e maus-tratos só acaba com a morte do violentado.
Núcleo auxilia idosos na defesa de seus direitosAlém da Deati, a população acima de 60 anos também pode contar com o auxílio do Núcleo de Direitos Humanos Especializado em Violência contra a Pessoa Idosa (NUDH).
Criado em abril deste ano, o NUDH, que dispõe de uma equipe formada por advogado, assistente social e psicólogo, já recebeu cerca de 100 denúncias sobre violação dos direitos dos idosos.
“As principais queixas são de empréstimos consignados indevidos, ou seja, sem que haja a autorização do idoso, além de denúncias de maus tratos e agressão por parte de membros da família”, informou o coordenador da Casa do Aposentado no NUDH do Idoso, Marcos Barroso.
Em todos os casos o NUDH faz o pré-atendimento e, a depender do problema, encaminha o idoso à rede de atendimento jurídico-psico-social formada por órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública do Estado e a Deati.
De acordo com o Estatuto do Idoso, expor a perigo a integridade e a saúde física ou psíquica do idoso submetendo-o a condições desumanas é crime com punição que varia de dois meses a um ano e pagamento de multa.
Se o crime resultar em lesão corporal, a reclusão pode ser de um a quatro anos. Em casos de crimes cuja pena é superior a quatro anos, como os de homicídios, o crime deixa de ser julgado pelos Juizados Especiais e passa para as Varas Criminais, ficando a cargo do juiz estipular a pena a ser cumprida.
O Estatuto ainda prevê punição para casos como coação, injúria, retenção de cartão de benefícios, apropriação ou desvio de bens ou de qualquer rendimento do idoso.
Nesta segunda-feira (15) acontece o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, mas os números mostram que ainda não há muito o que comemorar. Na Bahia, nos últimos cinco meses foram registradas mais de 8 mil queixas de violência na Delegacia de Atendimento ao Idoso (Deati).
Para chamar atenção para esse problema, o Conselho Estadual do Idoso (CEI) promove uma caminhada da Casa do Aposentado, na Mouraria, até a Praça Municipal nesta manhã.
De acordo com dados da Deati, a maioria das ameaças, agressões físicas, maus-tratos e abandono são praticados por pessoas próximas aos idosos como filhos, netos, cônjuges e vizinhos.
Dados do órgão, referentes aos meses de janeiro a maio de 2009, mostram que foram registradas 251 queixas por violação do Estatuto do Idoso, 154 por ameaça, 73 por lesão corporal, entre outros crimes como furto simples, cárcere privado e estelionato.
De acordo com o investigador da Deati, Geraldo Reis, em 90% dos casos é o próprio idoso quem se dirige à Delegacia para fazer a denúncia, mas há situações em que as denúncias recebidas pela Procuradoria do Ministério Público ou são feitas pelo telefone através de dique-denúncia da Deati e do Sistema de Inteligência da Polícia.
No entanto, com freqüência, o idoso se cala em defesa do agressor (filho, filha, neto, neta, entre outros) e muitas vezes, a cadeia de abusos e maus-tratos só acaba com a morte do violentado.
Núcleo auxilia idosos na defesa de seus direitosAlém da Deati, a população acima de 60 anos também pode contar com o auxílio do Núcleo de Direitos Humanos Especializado em Violência contra a Pessoa Idosa (NUDH).
Criado em abril deste ano, o NUDH, que dispõe de uma equipe formada por advogado, assistente social e psicólogo, já recebeu cerca de 100 denúncias sobre violação dos direitos dos idosos.
“As principais queixas são de empréstimos consignados indevidos, ou seja, sem que haja a autorização do idoso, além de denúncias de maus tratos e agressão por parte de membros da família”, informou o coordenador da Casa do Aposentado no NUDH do Idoso, Marcos Barroso.
Em todos os casos o NUDH faz o pré-atendimento e, a depender do problema, encaminha o idoso à rede de atendimento jurídico-psico-social formada por órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública do Estado e a Deati.
De acordo com o Estatuto do Idoso, expor a perigo a integridade e a saúde física ou psíquica do idoso submetendo-o a condições desumanas é crime com punição que varia de dois meses a um ano e pagamento de multa.
Se o crime resultar em lesão corporal, a reclusão pode ser de um a quatro anos. Em casos de crimes cuja pena é superior a quatro anos, como os de homicídios, o crime deixa de ser julgado pelos Juizados Especiais e passa para as Varas Criminais, ficando a cargo do juiz estipular a pena a ser cumprida.
O Estatuto ainda prevê punição para casos como coação, injúria, retenção de cartão de benefícios, apropriação ou desvio de bens ou de qualquer rendimento do idoso.
sábado, 23 de maio de 2009
IDOSOS COM MAIS SAÚDE PARA DESFRUTAR DA LONGEVIDADE E DA QUALIDDE DE VIDA

Precisamos cuidar dos nossos idosos para que eles vivam melhor e alcance a plenitude de uma vida mais longa.
Em várias línguas precisamos promover a saúde e cuidar dos nossos jovens para amanhã ser um idoso mais jovem. Fundamental é a parceria!





São pessoas que nos incentivam e se revelam no seu dia a dia quando demonstra seu apoio. Por essas pessoas é que levamos adiante a missão de cuidar. Parceiros em um único propósito. Cuidar da saúde com respeito e confiabilidade.






Obrigada a todos que fizeram com o evento acontecesse! Obrigada de coração. E dedico a todos que estão sempre presentes esta músical
O amor é real






São pessoas que nos incentivam e se revelam no seu dia a dia quando demonstra seu apoio. Por essas pessoas é que levamos adiante a missão de cuidar. Parceiros em um único propósito. Cuidar da saúde com respeito e confiabilidade.
O apoio não pode faltar. Precisamos sempre estarmos atentos ao nosso redor e a frente. À frente são os idosos que cada vez mais necessitam de uma palavra amiga, um gesto meigo e no seu dia a dia as informações, bem como um incentivo para que eles sempre mantenham-se vivos e alegres.
O grupo idoso sempre está pronto para aprender e muitas das vezes, dissiminar informações, que em sua maioria contribui em qualquer ocasião.

Equipes e mais equipes, se unem para alcançarem juntos a integralização e a promoção de saúd. Ao longos dos eventos nunca deixam de ser parceiros.


A música é fundamental! Dar inspiração, fundamenta a ocasião, relaxa e cria a harmonia entre os povos, que se misturam em um único propóstio. Levar amor, saúde e paz aos corações que ainda são jovens.
Muito enrique, quando deparamos com pessoas sérias e que pensa que a saúde está a frente de tudo. É um direito!
Há relatos de que a música cura. Se a músia vem do coração ela cura qualquer doença.
Há relatos de que a música cura. Se a músia vem do coração ela cura qualquer doença.
São prazerosas aos ouvidos e ao coração.

O exercício rejuvesnece e proporciona um equílibrio mental em que é notável no dia a dia do ser humano.

O exercício rejuvesnece e proporciona um equílibrio mental em que é notável no dia a dia do ser humano.
Louvável! Revitalizador!
Essa é a hora em que demonstramos nossa alegria, nossa atenção e nossos agradecimentos a todos aqueles que participaram com dedicação, afinco e com carinho. Valiosa são as contribuições e a sabedoria de proporcionarmos sorrisos. que nos deixaram mais sádios, curados e enriqueidos de saúde. Todos foram companheiros em um único momento. Obrigada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Momentos dificieis passamos, mas nunca desistamos. Valeu! Tudo valeu a pena!




Obrigada a todos que fizeram com o evento acontecesse! Obrigada de coração. E dedico a todos que estão sempre presentes esta músical
Dom Real
Melissa
Composição: Danny Whitten/ W. Chappion Versão: Melissa
Melissa
Composição: Danny Whitten/ W. Chappion Versão: Melissa
O amor é real
quando a gentese dá por inteiro
num simples toque das mãos
ou palavras
que venham de dentro
Nos faz fortes soldados
rumo a conquistar
mesmo que a batalha seja dura
vencerá só quem procura o amor
O amor
O amor não trás dor
tudo podee tudo supera
é um dom real
não quer ver o mal
nada pode matar
nem distância
nada é barreira
Shirley
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